Infantino se desculpa, mas é criticado por membros do Conselho Executivo da Fifa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu desculpas pela forma, mas não deu "respostas satisfatórias" às perguntas sobre seu projeto abortado de abrir a Copa do Mundo a investidores privados, lamentaram dois membros do Conselho Executivo nesta quinta-feira (15), em Zurique.
"O que decepciona é que não tivemos nenhuma resposta às nossas demandas específicas", lamentou Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa e vice-presidente da Fifa, ao sair do conselho.
Infantino presidiu, nesta quinta-feira, o primeiro conselho da entidade desde o escândalo que quase lhe custou o cargo no início do segundo semestre, poucas semanas depois de ter abandonado, sob pressão, seu projeto secreto de abrir a Copa do Mundo a investidores privados.
A revelação desse projeto desencadeou uma onda de críticas sem precedentes, e a Uefa, a Concacaf e a Confederação Asiática (AFC) pedem, desde então, a saída do dirigente.
Esta quinta-feira era, portanto, o momento de dar explicações diante de alguns dos 37 membros deste conselho contrários ao projeto.
Hewitt afirmou, no entanto, que Infantino mostrou "certo arrependimento".
"A única coisa pela qual ele realmente pediu desculpas foi por não ter submetido a questão ao conselho", explicou.
No entanto, quando perguntou a Infantino por que não havia respostas para as perguntas do conselho, o presidente pediu os questionamentos fossem "apresentados por escrito".
"Acho que ele tem que responder a estas perguntas e, se não fizer isso agora, não está apto para ser presidente da Fifa", reiterou Hewitt.
"Fizemos muitas perguntas críticas e, do meu ponto de vista, não houve respostas satisfatórias", lamentou também o presidente da Federação Alemã, Bernd Neuendorf.
"Como eu disse, a confiança nele foi perdida. Agora, novas pessoas precisam elaborar novas ideias, e é preciso definir como colocar esta organização, que é extremamente importante para o futebol mundial, novamente sobre bases sérias", explicou.
Esta visão, no entanto, não é compartilhada por todos os membros do conselho.
O presidente da federação da Mauritânia, Ahmed Yahya, considerou que o projeto de Infantino tinha como objetivo "o interesse do futebol".
"É o caminho, o método, o que falhou", comentou Yahya.
T.Schmid--BP