Badische Presse - Presidente da Bolívia destitui ministro da Economia após censura do Congresso

Presidente da Bolívia destitui ministro da Economia após censura do Congresso
Presidente da Bolívia destitui ministro da Economia após censura do Congresso / foto: © AFP/Arquivos

Presidente da Bolívia destitui ministro da Economia após censura do Congresso

O presidente boliviano, Rodrigo Paz, destituiu seu ministro da Economia nesta sexta-feira (21), após o Congresso censurá-lo por não comparecer a um interrogatório sobre sua gestão, segundo um decreto publicado no Diário Oficial.

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Essa destituição ocorre em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas.

O destituído José Gabriel Espinoza deveria comparecer na terça-feira a uma sessão do Congresso, em La Paz, sobre emissões de títulos soberanos e atrasos na formulação do atual orçamento geral do Estado, entre outros temas.

O então ministro comunicou que não poderia comparecer devido a uma viagem programada para Santa Cruz (leste) e, em seguida, para o Brasil. No mesmo dia, os parlamentares decidiram censurá-lo, com 91 votos a favor, o que obrigou o presidente a destituí-lo.

"A nomeação de José Gabriel Espinoza como ministro da Economia e Finanças Públicas fica revogada", afirma a resolução de Paz, que também nomeia, em caráter interino, o ministro da Produção Sustentável, Meio Ambiente e Água para o cargo.

O governo do direitista moderado Paz inicialmente havia se negado a afastá-lo do cargo. O porta-voz presidencial afirmou na noite de terça-feira que ele seguia "no pleno exercício de suas funções".

Uma ação judicial foi apresentada ao Tribunal Constitucional para contestar a decisão do Congresso. Segundo o governo, os dois terços de votos necessários não teriam sido alcançados.

Espinoza assumiu como ministro em novembro de 2025, quando Paz chegou à Presidência e pôs fim a 20 anos de governos socialistas de Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).

Em uma guinada em sua política externa, a Bolívia se aproximou dos Estados Unidos e dos organismos multilaterais de crédito em busca de ajuda financeira.

Durante a gestão de Espinoza, foram obtidos programas de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a CAF e o Fundo Monetário Internacional, de cerca de 9,5 bilhões de dólares (49 bilhões de reais).

J.Schmid--BP