Integração do Gemini com dados do Workspace pode ser desativada por administradores
O recurso usa Gmail, Drive, Docs, Agenda e Chat para contextualizar respostas, respeitando as permissões individuais de cada conta corporativa.
O Google Workspace permite que o Gemini consulte informações corporativas armazenadas em serviços como Gmail, Drive, Docs, Agenda e Chat para produzir respostas contextualizadas. A integração é ativada por padrão, cabendo ao administrador alterar a política quando a organização não quiser disponibilizar essas fontes à inteligência artificial.
O acesso permanece limitado pelas permissões de cada usuário. Assim, a ferramenta só pode localizar conteúdos que a pessoa já está autorizada a visualizar no ambiente de trabalho.
Segundo o Google, informações das organizações não são usadas para treinar os modelos globais nem compartilhadas com outras empresas. O Gemini consulta o sistema de busca do Workspace em tempo real e recebe apenas os trechos relevantes para responder ao pedido, em um processo conhecido como geração aumentada por recuperação, ou RAG.
A companhia afirma que esse mecanismo não cria um banco de dados separado de IA com documentos e mensagens da empresa. Ainda assim, a capacidade de reunir informações provenientes de arquivos e conversas diferentes exige atenção em companhias sujeitas a regras específicas de privacidade, governança ou contratos restritivos.
Os administradores podem limitar ou desligar as chamadas Fontes de Inteligência do Workspace para toda a organização. Também é possível aplicar políticas distintas a unidades organizacionais e grupos de usuários, desde que as contas estejam previamente organizadas dessa forma.
A mudança é feita no console de administração do Google Workspace, nas configurações do Gemini e das fontes de dados. Antes de manter a integração ativa, empresas devem revisar as permissões existentes, porque respostas da IA podem combinar conteúdos confidenciais aos quais um funcionário já tenha acesso.
V.Schmid--BP