ONU adota reforma do mapa-múndi que o aproxima da realidade
A Assembleia Geral da ONU adotou, nesta sexta-feira (4), uma resolução para promover uma representação cartográfica global mais precisa dos continentes, apresentada por Togo e diversos países africanos.
Este texto, apoiado em particular pelos países da União Europeia, foi aprovado por 164 votos a favor, um contra (Estados Unidos) e seis abstenções.
A resolução busca incentivar organizações internacionais e Estados a utilizarem as projeções do Equal Earth.
Esta cartografia abandona a projeção de Mercator, nomeada em homenagem a Gerardus Mercator, geógrafo, cartógrafo, filósofo e teólogo nascido na Flandres em 1512. Seu mapa do planeta foi concebido para a navegação marítima e amplia artificialmente os territórios localizados em altas latitudes.
"Os mapas moldam nossa compreensão do mundo", declarou o ministro das Relações Exteriores do Togo, Robert Dussey.
"Eles orientam a educação, alimentam a imaginação e influenciam as percepções coletivas. Portanto, nunca são neutros: quando apresentam uma imagem distorcida do nosso planeta, correm o risco de perpetuar representações errôneas transmitidas de geração em geração", afirmou.
D.Meyer--BP